7-9 OUT
IV Jornadas Técnicas da APRH
2º Encontro Nacional dos Distribuidores de Água
7 a 9 de outubro de 1987
Braga
Comunicações
Fotos
Relato
Comunicações
- Relato – Educação e formação de pessoal (PDF)
Amilcar José Ramos Ambrosio - Instrumentos de apoio à gestão de sistemas de distribuição de agua – o caso de Almada (PDF)
Maria Helena Alegre, José Miguel Maia - Telegestion des resaux de distribution d’eau potable ou d’eaux usees (PDF)
Jean Louis Davoust - Influência dos sistemas de elevação no cálculo da capacidade de regularização em reservatorios (PDF)
J. Tentugal-Valente - Tecnicas de simulação de sistemas de distribuição de agua municipais em microcomputadores (PDF)
Eduardo Ribeiro de Sousa, Ulisses Lages da Silva - O abastecimento de água no concelho Seixal (PDF)
Luís Filipe Barbosa Dias Ferreira - Impacto de novas urbanizações e unidades industriais. O impacto do desenvolvimento urbano e industrial no concelho da Moita face ao crescimento populacional (PDF)
Maria da Glória Pereira de Almeida - Sistemas de distribuição de agua em loteamentos urbanos. Integração pública das infraestruturas. Gestão técnica e financeira (PDF)
Eduardo Netto de Almeida - Importância dos filtros lentos de areia no controlo da contaminação da água potável pela Giardia lamblia. Alguns dados sobre o caso português (PDF)
Benilde Simões Mendes, José Filipe dos Santos Oliveira - Influence et devenir des composes organiques dans les chaines de production d’eau potable (PDF)
A. Bruchet, C. Anselme, J. Mallevialle - Controle de qualidade praticado na EPAL (PDF)
Maria Augusta Serra Lara da Cruz Cavaco - Telecontrolo e automatização nos pequenos e médios sistemas de abastecimento de água (PDF)
José Rosa - Transitorios hidraulicos em sistemas de condutas (PDF)
A. Betamio de Almeida, Eduardo Ribeiro de Sousa, A. Jorge Pereira - A formação profissional, um importante instrumento de gestão (PDF)
Eva S. Matos de Oliveira - Planeamento dos investimentos. Planos plurianuais. Acesso aos fundos comunitários (PDF)
Luis Macedo - As tarifas do abastecimento de agua no concelho do Barreiro (PDF)
Alvaro de Bulhão Maia Rebelo et al. - As relações públicas no município do Seixal (PDF)
Adelino da Silva Tavares - Contadores de água. Algumas considerações técnico-económicas da sua utilização na contagem de consumos domésticos (PDF)
J. M. Padinha Colarejo - Organização e gestão de recursos humanos num serviço de distribuição de água. O caso dos SMAS de Cascais (PDF)
Alvaro Jose Patricio Costa - Campanha de poupança de água na cidade da Guarda. Metodologia e resultados (PDF)
Armando Silva Afonso, Artur Augusto Rodrigues - Programa de controlo e vigilancia dos sistemas de distribuição da água (PDF)
Vera Bruto da Costa - Telegestão de sistemas de distribuição de agua municipais: uma perspectiva da sua abordagem para Portugal (PDF)
Eduardo Ribeiro de Sousa, Jose Sa da Costa - Qualidade da agua fornecida no abastecimento a população do concelho de Ponta Delgada (PDF)
Duarte Manuel Cunha - Dependencia de origens de agua (PDF)
Heli Martins Coelho e Costa - Influência da instalação de um sistema de telecontrole centralizado de uma rede de água, sobre a redução dos custos de produção e melhoria do serviço apresentação da rede de Bayonne-Biarritz servindo de suporte (PDF)
Michel Dacquembronne - Informatização do cadastro de sistemas de saneamento basico em microcomputador no ambito da gestão municipal (PDF)
Eduardo Ribeiro de Sousa, Ulisses Lages da Silva - Organização e gestão de recursos humanos num serviço . De distribuição de agua… o caso dos SMAS de Cascais (PDF)
Alvaro Jose Patricio Costa, Carlos Alberto Nascimento - Água de distribuição – seu controle e manutenção aplicação à estação de tratamento de água da Marateca – Castelo Branco (PDF)
Carla Barros Costa, Leopoldo Poole da Costa
Fotos
Relato
A Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos promoveu, em colaboração com os Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento da Câmara Municipal de Braga, o 2º Encontro Nacional dos Distribuidores de Água. O Encontro, que decorreu entre 7 e 9 de Outubro no Parque Municipal de Exposições de Braga, contou participação de cerca de 230 técnicos ligados ao sector e a ele foram apresentadas 31 comunicações. Transcrevem-se, seguidamente, as conclusões retiradas deste 20 Encontro:
1º A pequena dimensão da maioria dos serviços de distribuição de água impossibilita que os mesmos jam dotados de estruturas e pessoal técnico adqua- dos, dificultando uma conveniente gestão desses sistemas com reflexos negativos na qualidade da água distribuída.
Aconselha-se que os sistemas de abastecimento de água, nomeadamente as captações e estações de tra- dimensão tamento, sejam geridos por entidades com apropriada, não vinculadas necessáriamente ao âmbito municipal.
2º Chama-se à atenção para a necessidade de implementar uma metodologia de controle dos sistemas de pro dução e distribuição de água que tenha em vista melhorar a exploração dos referidos sistemas e consequentemente a qualidade do serviço.
3º A carência do apoio técnico verificada ao nível dos distribuidores de água e a falta de articulação intersectorial nesta área a nível estatal, agravado com a extinção dos apoios anteriormente existentes a criação de novas estruturas sem atribuições definidas veio criar maior perturbação quer a nivel local quer a nivel regional, chamando-se a atenção para a necessidade de uma divulgação em tempo útil da nova orgânica de recursos hidricos.
4º Recomenda-se que se tenha atenção na utilização do cloro, e que sejam adoptados, sempre que possível, processos biológicos no tratamento das águas.
5º Verificando-se um crescimento acelerado e descontrolado quer urbanístico quer industrial com influencias negativas na qualidade dos serviços dos sistemas, recomenda-se a maior atenção nesta área a nivel local para evitar situações de facto consumado.com que inviabilizem a gestão adequada dos sistemas existentes.
6º A par da necessidade de uma organização mais racional e informatizada dos sistemas contabilistico e administrativos das autarquias verifica-se um descrédito na implementação dos mesmos pelo desajustamento, por vezes existente, entre os meios materiais adquiridos sem uma prévia preparação dos meios técnicos e humanos.
7º Na distribuição dos recursos das autarquias pelos vários sectores de actividade verifica-se por vezes uma marginalização no sector de saneamento em beneficio de investimentos de maior impacto imediato, pedindo-se a reflexão dos autarcas para este facto na preparação dos planos futuros.
8º A indefinição de carreiras dos técnicos de saneamento básico, a falta de estímulo a diversos niveis, e a inexistência de valorização profissional que se tem vindo a agravar, apontam para que se crie um centro gerador de dinâmica necessária para a formação de pessoal dos vários niveis e para a necessidade de uma coordenação das entidades gestoras dos sistemas de saneamento para que seja garantida uma qualidade aceitável de prestação de serviços ao nivel do sector.
9º A distribuição dos investimentos provenientes dos diversos sectores, nomeadamente dos fundos europeus, de forma a obter a sua adequada aplicação recomenda que sejam amplamente divulgados os critérios para a sua obtenção
10º Torna-se necessária uma ampla divulgação das normas e directivas a que as entidades a nivel regional e local (municipios e outros utilizadores) terão de cumprir nos diversos dominios de saneamento básico face à adesão ao mercado comum.
11º Considera-se urgente o avanço para planos de desenvolvimento regional que tenham em conta a utilização da água nos seus diversos componentes integrando- -se em planos de gestão por Bacia Hidrográfica. Deverá promover-se uma ampla divulgação da legislação que está em preparação para a gestão dos recursos hidricos.
