Volume 34, Nº 2 - novembro 2013
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DOI:10.5894/rh34n2-5
O
texto deste artigo foi submetido para revisão e possível publicação em
outubro de 2013, tendo sido aceite pela Comissão de Editores
Científicos Associados em outubro de 2013. Este artigo é parte
integrante da Revista Recursos Hídricos, Vol. 34, Nº 2, 55-67, novembro
de 2013.
Caracterização do escoamento turbulento em canais com vegetação emersa rígida
Characterization of turbulent flow within boundaries covered by rigid and emergent vegetation
Ana M. Ricardo1,
Mário J. Franca2,
Rui M.L. Ferreira3
1
-Associado APRH /// Doutoranda /// CEHIDRO, Instituto Superior Técnico,
Universidade de Lisboa, Portugal & Laboratory of Hydraulic
Constructions, EPFLausanne, Switzerland
2 -Associado APRH /// PhD,
Research and Teaching Associate /// Laboratory of Hydraulic
Constructions, EPFLausanne, Switzerland
3 - Dr, Professor Auxiliar /// CEHIDRO, Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, Portugal
RESUMO
Os escoamentos no interior de zonas povoadas de hastes rígidas e
emersas apresentam grande heterogeneidade, pelo que a sua
caracterização requer uma formulação que incorpore explicitamente essa
variabilidade espacial.
Este trabalho pretende caracterizar e quantificar o escoamento no
interior de zonas com vegetação rígida e emersa, bem como quantificar
as forças, por unidade de área, que o escoamento exerce nas hastes e no
fundo do canal. Para tal, realizaram-se dois ensaios laboratoriais com
diferentes densidades de hastes, nos quais se mediram campos de
velocidades instantâneas com o sistema de medição Particle Image
Velocimetry (PIV). No tratamento dos dados foi aplicada a metodologia
de média dupla espácio-temporal. Desenvolveu-se, ainda, um modelo
teórico para o cálculo da força aplicada nas hastes e respectivo
coeficiente de resistência.
Os resultados obtidos mostram que as tensões dispersivas não são, em
geral, desprezáveis face às tensões de Reynolds. Concluiu-se, também,
que o aumento das tensões dispersivas normais longitudinais permite
explicar, parcialmente, o aumento do coeficiente de arrastamento das
hastes com o aumento da densidade de hastes.
Palavras-chave: Vegetação emersa rígida, resistência ao escoamento, PIV, metodologia de média dupla espácio-temporal
ABSTRACT
The main characteristic of the flow through rigid stems is the great
spatial variability that exists in the inter-stem space, requiring a
formulation of the momentum and mass conservation equations that take
into account such variability.
This work is aimed at characterizating and quantificating the flow
within vegetated areas susceptible to be simulated by dense arrays of
vertical emergent stems as well as at quantificating the forces, per
unit bed area, acting on the stems and on the bed boundary.
To meet the objectives, two experimental tests were carried out, with
different densities of stems, to acquire velocity fields with a
Particle Image Velocimetry system (PIV). The treatment of the data was
done with the Double Averaging methodology (DAM). A theoretical model
for the calculation of the drag force exerted on the stems and
respective coefficient was developed.
The results reveal that the contribution of form-induced stresses is of
the order of magnitude of the contribution of Reynolds stresses. The
analysis of form-induced stresses helps to explain the increase of the
drag coefficient when the stem density increases.
Keywords: Rigid and emergent vegetation, flow resistance, PIV, Double-Averaging Methodology.