Visita ao Pálácio de Queluz

5º Congresso da Água

PERCURSO DA ÁGUA nos JARDINS DO PALÁCIO NACIONAL DE QUELUZ

nãota geral
O início da construção do sistema de captação e distribuição de água nos jardins e Palácio Nacional de Queluz ocorreu simultaneamente com o início das obras de iniciativa do Infante D. Pedro, futuro Rei D. Pedro III de Portugal que transformariam o antigo pavilhão de caça, conhecido por Casa de Campo de Queluz num pequenão palácio de veraneio para a família real.
A primeira fase das obras ( 1746-1756 ) foi da responsabilidade do engenheiro militar Mateus Vicente de Oliveira, mais tarde (1758) veio a assumir a autoria dos trabalhos Jean - Baptiste Robillion.
A obtenção de água nas quantidades necessárias aos novos usos do Palácio e Jardins foi uma das preocupações iniciais. O sistema é composto por diversas captações de água ( minas ) conduzidas ao Palácio e seus jardins através de uma rede de galerias subterrâneas e aquedutos que se reúnem em tanques de armazenamento de água situados em locais estratégicos com vista à maior eficácia na distribuição de água aos jogos de água e à rega dos jardins e da restante Quinta de Queluz. A responsabilidade destas obras é, a partir de 1752, do Mestre de Campo General e Engenheiro Mor do Reinão Manuel da Maia.

Actualmente, todo este sistema encontra-se em muito mau estado de conservação. Esta situação deve-se à expansão urbana de Queluz, sobretudo não após 1974, a qual se deu de forma muito desordenada e sem respeitar as captações de água do Palácio Nacional de Queluz quer através da impermeabilização da bacia hidrográfica quer através da destruição de parte do sistema de transporte da água desde as minas até aos locais de distribuição.
Desde 1990 têm vindo a ser desenvolvidos estudos com vista ao restauro do sistema e a obter de novo quantidades de água suficiente para repor em funcionamento os jogos de água e assegurar a manutenção da estrutura verde.
Neste sentido têm vindo a ser restauradas as diversas peças dos jogos de água e foram feitos dois furos de captação de água nos jardins que permitem obter um caudal suficientemente grande para as actuais necessidades dos jardins (furo AC1caudal de exploração: 3,5 l/s; furo AC2 caudal de exploração 5 l/s ) o que permite conjuntamente com o restauro da Mina do Pendão e respectivas galerias e aquedutos ( é o único que pode ser restaurado o funcionamento) executar um projecto de recuperação de todo o sistema.

 

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